Rosa
25/07/1935
06/11/2024
Homenagem singela a quem viveu simplesmente e deu o seu amor a todos os seus.
Foto do A.
Etiquetas: Amor Saudade
Dizer um poema é orar; todos os poetas são abençoados por Deus. (adapt. de Rosa Lobato de Faria) Que é um poema, a não ser um ajuntamento de palavras a eito, sem o policiamento cerebral anti-motim?
25/07/1935
06/11/2024
Homenagem singela a quem viveu simplesmente e deu o seu amor a todos os seus.
Foto do A.
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| flores de rua em contraste |
Etiquetas: Busca, caminho, caminhos do vento, Iago e a Palavra, ocasos, palavras vivas
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I
Os amores
Enlaçam-se
Beijam-se,
Sugam-se,
Voracidade
Canibal,
A fúria da
Faca aguçada,
Empernam em
Bailado emplumado,
Velhos dossiês
Capas rasgadas
Arquivos de amores falsos
Longos como
Sebes saltando
Como mulheres sadias e, afinal,
Tanto Amor
Enlaçado,
Voraz,
No entanto,
Todos distantes
Pelos restos do
Solstício…..
(Foto do autor)
(Texto publicado originalmente, com alterações, na minha página de Instagram)
Etiquetas: a fuga e a partilha, abris, caminho/obscuros tempos, caminhos do vento, cores
Eram os bastidores,
as asas fixas ao solo, vendas grisalhas, na sedução dos ares... Por que não estreitaste o focinho céus acima?
Onde deixaste o enamoramento?
O amor pelo elemento gasoso?
Pela antiga janela por onde espreitam
coisas antigas, velhas e antiquadas,
janela empoeirada longe da vacuidade
dos tempos,
das fraquezas,
da altivez de quem acha que comanda,
de quem pensa que está aos comandos
de algo,
mas de que coisa?
Ah! Esse focinho céus acima!
45o, ou mais, de ataque,
o gosto de ganhar
a Deus, o Seu espaço, o Seu domínio,
guerrilha vectorial, triplo componente.
A altitude é tua amiga,
números embriagantes,
o azul abraça-te,
o lá embaixo diminui
assim, velozmente,
violentamente,
varado num assombro
másculo, mas silente.
do lado de fora:
MIKOYAN GUREVITCH MIG-31
--
Sent from my Freewrite
December 16th, 2022 Page 1 of 1
Etiquetas: a fuga e a partilha, abris, ainda voamos?, apenas, Bojador/Mensagem? Busca
my footsteps orange coloured
are where somebody meets"
Divisei-te num texto, em que te pressenti por entre as copas dos sintagmas, era um texto em língua inglesa, restos de sonetos de amor, entrevi algumas páginas de "Romeo and Juliet", o amor e a paixão, levam consigo tudo o que sentires, verdadeira enxurrada que deixa para trás limpo tudo aquilo que imaginavas.
Sim, o amor e a paixão, limpam os teus sentimentos, deixam-te à mercê dos elementos que, às vezes, trazem em si apenas restos daquilo que nem conheces que, talvez, nem quisesses nunca saber, estar perto do teu pensamento ou devaneio. Isso era a tua voz, o teu intento, talvez lá longe se perfilassem restos de gelo descontinuados por acordes harmoniosos.
Acima de tudo, vivias numa capital inútil, o teu amor gatinhava em restos duma cidade talvez esquecida de si própria. Jardins cuidados, muitas esplanadas bem arborizadas, parques para crianças. No entanto, praticamente faltavam as estruturas centrais dignas duma capital. Um idoso, habitante de jardim e cartas, comentara comigo em voz de alguma conspiração: jardins e crianças não fazem esta capital dum império.
Capitas imperialis… onde andava o imperador? Alguém sabia o seu nome, a sua aparência, onde se sentava no seu trono imperial? Faraó, César, Czar, Imperator, Rex, os súbditos tinham que saber da sua majestade, tinham de saber a quem cultuar.
Temos de saber a quem amamos, temos de saber quem nos governa; quem nos governa o coração, quem manda em nós.
No meu coração mandamos os dois.
Neste império, como uma velha, decrépita e a fluir por si abaixo, nada se mantém, e as apostas, ensurdecedoras, buscam o final de Capitas Imperialis… há tanto tempo que busco esse término e ele teima, teima muito em não vir.
Sento-me e espero:
- por ti no meu colo
- pelo apocalipse imperial
Sent from my Freewrite
November 7th, 2022 Page 1 of 1
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Etiquetas: memória longínqua, tempo

"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."