terça-feira, 15 de agosto de 2006

K

...de Lua

Frondosas, verdes,
espraiam-se pelos regos da Lua.
Cálidas negritudes,
alvos amores
que se transgridem
e pulsam,
inquietos,
pelos ramos
que, tão verdes,
ironicamente
se encestam
colina acima.
Voltam,
ofegantes de tanto se espraiarem.
A relva acolhe,
tudo acolhe
com o seu rir verde,
quase ansioso
pelo amor tardante,
que teima,
fulgurante,
em não vir aos regos da Lua,
às frondes
que, de tanto aguardar,
se esbatem,
se quedam...

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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