quinta-feira, 20 de agosto de 2009

K

12º Concurso das Palavras

Ainda em vida
toquei na velha flauta,

cantata liberta

de longos véus escuros.

Já não há maldição;

espantaste todas as vitualhas,

todas,

pelo meu salão escuso.

Amor?

Fugidio,

nem se lhe sentiu a sombra,

nem simplicidade naquele olhar,

escorregadio de coragem, em renúncia.

(…)

Ode à orquídea!

Ao beija-flor que a resgata,

entre dois sulcos de brisa!

No redondel do olhar,

foi tão só um benjamim

ascenso de si,

apenas,

naquele meu salão escuso.

Partilha a tua boca,

apenas.

Tecer frases feitas

é um caminho de tortura,

sem bermas.

Verdade sem tristeza,

por onde, vida,

nos levas,

em melodias

de trevos e vielas?…

(poema com que participei no "12º Jogo das Palavras" organizado no blogue Eremitério. Bem-haja pelas suas iniciativas)

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1 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Um jogo lindo que deu um livro!! E que adorei estar incluída...beijos.

sexta-feira, 21 agosto, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue! Sopro Divino

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