terça-feira, 5 de julho de 2022

K

Luz, luar, laranja, Lisboa

 


Lisboa,

Azul/laranja,

Despenham-se flocos

Numa queda

Ageométrica, 

Sem energia cinética

Formulada. 

Não há números,

Letras:

-constantes

-variáveis

Nem as benditas letras gregas

(próximas ainda

Do semi-bárbaro cirílico,

Caríssimos Santos Cirilo

E Metódio, quão distantes estamos

De vós,

E a ousadia de criticamos o vosso alfabeto).

Sim, Lisboa dista a memória

De S. Petersburgo, de Moscovo, da Ekaterinburgo pequena e gigante nas saudades dalguns...

A distância do céu axul-ferrete

Aos telhados laranja

Estica-me o braço esquerdo

Busca em goteira

Pela solidão das chuvas/neves que,

Em tempo,

Se precipitam na abundância

Que só as babushkas abençoam.

#chuva #Moskva #precipitar #Lisboa

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue! Sopro Divino

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