terça-feira, 29 de junho de 2010

K

em azul

nunca sair dos sonhos

é a minha imagem do paraíso*

mergulhar nos sonhos

é sorrir

ao triunfo da verdade

feita inconstância secreta
 
*(alejandra pizarnik, publicado por
moriana no seu blogue)
(fonte da imagem:

domingo, 27 de junho de 2010

K

sol

e, então, recordo o mar nos teus olhos,
a vigilante preia-mar,
o sorriso poente,
o areal opaco aos teus passos

(fragmentos de um poema
encontrado preso a uma cadeira
de cadeira de praia em        )
(fonte da imagem:
http://www.clubenaturistasdonorte.pt/)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

K

queda IV

Na ciência das minhas mãos,
jaz a voluta de segredos,
apenas triunfo de passos,
mero espírito vadio.
(fonte da imagem:
http://oaklandnorth.net/)

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terça-feira, 22 de junho de 2010

K

aguarela

agora era o tempo das cerejas,
das cores rubras ao sol,
do cheiro acre das folhas tenras,
dos bagos de suor brilhando,
das bagas em nesgas de luz;

talvez a Primavera
desse a mão ao Estio,
em jeito de searas prenhas,
já inchadas de papoilas;

o regato não restolhava,
não limava já as margens,
as canas dobradas à sede;

o Verão não buscava o Outono
[afinal];

(...) tão breve
o tempo da demora...

(fonte da imagem:
http://blogdapraceta.blogspot.com/)

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sábado, 19 de junho de 2010

K

queda III

Tens a virtude da queda,
a vertigem;
sabes os caminhos,
resvalas pelo mais baldio,
sempre;
tens nas mãos inscrito
o germe da catástrofe,
do terror...
(...)
traças,
os trilhos da vida,
tão só;
quem entende?








(fonte da imagem:
http://eubruxadeblair.spaces.live.com/,
Marc Chagall: "A queda de Ícaro")

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

K

queda II

Vigio os meus pulsos,
os meus punhos,
para que as sombras,
os crepúsculos,
se aninhem
nas inquietudes lassas,
nos desânimos incertos...
(fonte da imagem:

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

K

queda I












talvez haja um passo,
um caminho de triunfo,
nas pastosas        
            
                     b
                    á
                   t
                  e
                 g
                a
               s

da suprema,
disforme 

[renúncia]

(fonte da imagem:
http://commons.wikimedia.org/wiki/
File:Starkregen_heavy_rain.jpg)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

K

jorna(das)

Venho pelos caminhos da cidade:
enterro meus olhos
na busca frenética do emudecimento,
talvez dê a mão à virtude
de nada ser,
de tudo estar,
de fingir ser;
alugo-te, então, meus olhos:
já não vês a claridade,
o topo das estremas dos corvos,
já nem calcorreias os caminhos dos poentes;
sorris às minhas mãos soltas:
não as pedes,
nunca tas darei,
nem no semi-círculo dos lábios,
nem no sorriso do frouxo entardecer.

Sabes? Hoje levas os meus olhos:
passeia-los por onde não haja maldição,
                               castigo,
                               loucura.
Por que voltaste tão cedo?
(fonte da imagem:

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domingo, 6 de junho de 2010

K

demanda

O sossego da mansa luz,
a canção triste,
a noite da anunciação;
o silêncio,
a ráfia das memórias:
rente ao chão,
aquietam-se os sentidos,
secam-se os prantos;
as minhas mãos desenham
no sonho vigil,
um crespo soneto,
sisal de mim
tecido algures.
(inspirado num comentário
no blogue de marés
(fonte da imagem:

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

K

khyros

Se os meus dedos agarrassem
a sombra,
a névoa
que escorre pelos teus tempos;
se as palmas das minhas mãos
vaiassem
as mágoas,
as feridas
que se escoam já
pelas tuas ruelas;
se os meus punhos nus
esmagassem
a cabeça disforme
dessa tua tristeza;
então seria o teu sorriso
o cais, o refúgio,
o caminho largo
dos meus pulsos libertos!
(fonte da imagem:
http://www.herakleidon-art.gr/,
M. C. Escher: "Traço de união")

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue! Sopro Divino

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