quarta-feira, 28 de outubro de 2009

K

ignoro



não sei
quem me trancou os pulsos;
sonhei a liberdade,
as abas ralas da escrita,
na fusão líquida
da vacuidade dos,
enfim,
trancados pulsos;
não sei


K

cortadas

a beleza devora-me a alma,
vasculha-me a vida,
extrai-me a loucura,
e entredentes,
à socapa,
campeia os caminhos
de obscuridades,
tão perto dos passeios,
das almas titubeantes,
e da força da glória;
então regressa:
altiva,//dócil,//grácil,//viva...


(publicado por moriana no seu blogue
inspirado num poema de Eugénio de Andrade)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

K

viagens

As minhas viagens espraiam-se
pelos livros de sonhos;

caminho pelas páginas
estando quieto,
num sortilégio de remanso,
de esperança dormente...
enquanto tomo de aguilhão a vida,  
para que me arremesse 
para lugares-longe,
tão longe como a lembrança
de dias felizes...

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

K

perder(-se)










Peregrino por livros de viagens,
perco-me nas suas estampas,
palavras,
coordenadas;
pois divago por caminhos que nunca serão
[os meus]

(imagem retirada da net)

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

K

Hoje...

Hoje fui à bola:
não sei se foi ela que saltou
entre os postes,
se fui eu que saltou por ela
entre as hostes,
riscadas em traço vivo
por um pintor deslumbrado










pela pátria,
pelo sangue,
pela esperança,
pelas gentes...


(Que Portugal é este,
tão cheio de fé,
tão oco de tanto?)

(imagem retirada da net)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

K

*{abaladas}

Hoje vou chegar,
assim, sem mais nada.
Trago três risos,
dois abraços,
uma voz de espanto.
Ponho os pés na areia,
aterro na seda do parapeito,
páro o peito à porta,
meu coração não tine.
O caos é o mesmo,
e visto-me dele;
talvez traga comigo,
dois, três pós
de malva ou casta malvasia...
e o meu sorriso
pesque duas, três ébrias*...

(imagem retirada da net)

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

K

/!















/abracei-me,/o vazio abraçou-me,/na ponta dos dedos/nem chego a abraçar/o abraço do leitoso,/ tranquilo entardecer

(imagem retirada da net)

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K

sextante/desnorte











(...)
as minhas mãos buscam
caminhos de névoas,
estáticos sextantes;
os meus dedos vogam
pelas cristas das marés,
espumas de rotas,
velhas atracagens
em pulsos quebrados,
lembranças de porões ocos;
palmas uníssonas
como se fossem viris,
os austeros sons (...)

(imagem retirada da net)

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

K

agora,
deixa as águas paradas

beberem,
vadias,
 os restos do fogo;
reescreve a ânsia do silêncio:
talvez o teu prémio
esteja entre o desvario
e o outono em sóbrio crescendo...

(imagem retirada da net)
(inspirado num poema de marés
publicado no seu blogue marés de espanto)

domingo, 4 de outubro de 2009

K

cais

Queria que a timidez dos meus lábios
falasse a solidão das naus rangentes,
das partidas quase obscenas,
das águas já pastosas,
dos cais difusos...

(imagem retirada de
http://www.abcgallery.com/:
"Le quai de Havre",
Louis-Èugene Boudin)

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

K
"Quando escrevo é como se meu corpo aquecesse"
(Carlos Drummond de Andrade)

Destilo palavras,
que calidamente
espreitam os meus poros.
Elas misturam-se
com as pérolas de suor,
com o que sinto
de mais grandioso,
ou abjecto.
O meu corpo aquece,
as falas,
até as sílabas, 
iluminam-no
em jeito de candelabros
{quase}.
Perlam-se os sinónimos,
os adjectivos,
frase abaixo;
apenas o meu pulso 
fiel ao que escrevo,
toma o verbo,
e espalha-o,
vibrante,
em câmara escura...
sonante,
numa vaga loucura
errante...












(imagem retirada da net)

[Este é o meu mote:


Pilriteiro que dás pilritos
por que não dás coisa boa?
Cada um dá o que pode
conforme a sua pessoa.


Aceitem, pois,
os meus modestos "pilritos"
que convosco vou partilhando...]

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue! Sopro Divino

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