segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

K

Outono

Só mesmo um louco
içaria as velas da alegria,
as torrentes frescas do amor;
só mesmo um louco
iria à procura dos ventos
que trazem os teus olhos;
só mesmo um louco
escreveria o teu riso
e arquivá-lo-ia
entre as poeiras,
os dísticos quentes
deste vagaroso Outono. 
(fonte da imagem:
http://www.alaska-in-pictures.com)

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1 Comentários:

Blogger Graça Pires disse...

Dirão que somos loucos por resistirmos à espessura das sombras que se movem sob os nossos pés, não por decifrar sorrisos e procurar o vento no olhar de alguém...
Um belo poema!
Um beijo, amigo.

quarta-feira, 12 janeiro, 2011  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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