segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Meu amor

Meu amor,
tem a casa limpa,
o ar lavado,
os lençóis prontos
para quando eu voltar.
Partirei assim,
amortalhado
pelas tuas mãos,
pelo teu carinho...

3 comentários:

Poesia Portuguesa disse...

Bem... esta é uma mensagem muito pessoal...que a destinatária irá receber... ou não?

Aproveito para dizer que postei o belo poema que deixaste num comentário do meu blog. Algum inconveniente diz, que o retirarei de imediato.
Um abraço e grato pela partilha ,)

marulhares disse...

Quim,

Colhi dos campos
Fresco linho
Perfumei-o de sol e de jasmim
Escutando murmúrios de mar.
Com ele vesti a minha cama.

Que escutes o mar
E te vistas de mim...

Beijinho amigo
Helena

Joaquim Sobral Gil disse...

A Helena,

Tróia,
talvez não fique
ali,
ao virar da esquina...
os lencóis de linho
[ásperos)
"amurtalham-me",
numa tumba esplendorosa...

Quem,
esguelhosa-mente,
de soslaio,
passo fugidio...
não repara
num magnificente
"equus",
não imaginará
o carinho do áspero linho...



(e, muito menos,
os ossos
que lá...

[restaram...])




PS-lamento esta "descontinuação", mas «"poeta" não finge...»