sexta-feira, 23 de novembro de 2007

K

"We all..."

Standing bellow the thin thread
of the void, shamelessly looking
at a point I could not reach,
I tried to keep my loneliness
untouched,
almost invisible.
I heard the noises
of ancient marches:
the flutes,
the violins,
all the dreams,
that made my heart
to jump forward,
into time,
to bounce
into space,
unveiling myself,
exposing me.
And still I stood
all by myself,
old,
ancient memories
trying to knock me out...(...)
All of a sudden
I heard voices,
songs.
A hand over my shoulder
and shouts of joy
all around me:
"We all stand together!!!!!!!"
(from a blindness's audio post )

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

K

O sonho da morte

Entre todos os caminhos,
no fim de qualquer atalho,
a morte espera-nos.
Atávica, serena da certeza,
sempre sedutora,
o não-ser que nos atrai,
num voo letal
e desejado
pelas colinas do tempo.
Ficam longe
os vagidos da primeva vida,
as alegrias
das idades de ouro.
Por entre as paredes,
esconças,
algures nas veredas,
abandonamo-nos,
ao fascínio
do último voo...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

K

Um sonho

Suster o sonho,
reter a vida,
agarrar-me a mim,
na sombra de um suspiro.
Não há roteiros,
entrelaço-me nas urzes
do tempo;
não sigo caminho,
nem trilho;
tropeço ofegante
num sonho de outro;
apenas deslizam
em fogos fátuos
de orvalho e hera;
imóvel, abraço um vento antigo,
arfando cores
e brilhantes de mil e novecentos...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

K

Entre rochas


Há pedras

que caminham nas minhas costas

há tanto tempo

que me estão incrustadas.

Longas as esperas,

longo o tempo,

em que me vejo,

só,

só as pedras

sempre comigo.

Caminho direito,

no meio de sonhos,

entrecruzados de mentiras...

solto-me,

as pedras vêm,

e o caminho igual,

quase ressentido

desta constância,

constante da rocha

que me faz igual a mim mesmo,

enquanto vou,

quase vacilante,

por veredas

(caminhos esquecidos)

para que as minhas pedras

não sejam tropeço

para mais ninguém.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

K

(tempo...)

É quarta-feira..
os dias escorrem
semana fora;
tenho em mim
o sabor do tempo,
do tempo em que o pó
se levantava, ante mim,
uma vaga de miséria pois...
ela subia,
subia,
subia mais ainda,
pendurando-me nos reposteiros
de ontem...
Ontem, já não era terça,
esgotou-se o tempo,
o tempo do pó (...)
ainda não há marés,
marés daquelas
em que a água afaga o pó,
daquelas em que o fogo
se engole em fúria,
daquelas em que ficamos
vivos e,
e no espanto,
do absurdo de um tempo,
de um tempo que não se afasta,
que foge quarta-feira adentro,
e não queremos quinta,
e ele já nos chama Domingo à noite,
na pressa,
na angústia
de um relógio parado,
na míngua de um nó na garganta,
no desejo da fuga p'ra trás...
(...agora e para sempre...)

"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue! Sopro Divino

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