segunda-feira, 5 de outubro de 2009


agora,
deixa as águas paradas

beberem,
vadias,
 os restos do fogo;
reescreve a ânsia do silêncio:
talvez o teu prémio
esteja entre o desvario
e o outono em sóbrio crescendo...

(imagem retirada da net)
(inspirado num poema de marés
publicado no seu blogue marés de espanto)

3 comentários:

maré disse...

hoje escrevo devagar.
tão devagar como as sombras na fendida noite sobre a ria.
dobrada sobre antigos ângulos de fogo a memória é a extensíssima ponte onde os olhos ficam perdidos de mapas.

a madrugada acorda-me a gramática de outra língua
e o silêncio tem agora a leveza da folha de plátano ao sabor da chuva.

chegam-me palavras com a voz do mar.
emudeço nessa voz, aqui, onde a chuva pára e a noite brilha.

Jaime:
Emociona-me, profundamente.

Obrigada.

Paula Raposo disse...

Mais uma bela inspiração...beijos.

Nilson Barcelli disse...

Li o poema da Marés, que te inspirou. E notei, mesmo antes de ler a nota de rodapé, que havia pontos comuns. Mas gostei da tua inspiração, fizeste um belo poema.
Abraço.