domingo, 4 de outubro de 2009

cais

Queria que a timidez dos meus lábios
falasse a solidão das naus rangentes,
das partidas quase obscenas,
das águas já pastosas,
dos cais difusos...

(imagem retirada de
http://www.abcgallery.com/:
"Le quai de Havre",
Louis-Èugene Boudin)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

E eu aqui volto para me encantar com as tuas canções...beijos.

maré disse...

no cais, as sombras dos barcos são a voz rangente das partidas. há também o voo rasante de um pássaro sobre as águas. como se quisesse tocar inteiro a boca da minha solidão.

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um beijo Jaime e um largo sorriso