quarta-feira, 28 de outubro de 2009

cortadas

a beleza devora-me a alma,
vasculha-me a vida,
extrai-me a loucura,
e entredentes,
à socapa,
campeia os caminhos
de obscuridades,
tão perto dos passeios,
das almas titubeantes,
e da força da glória;
então regressa:
altiva,//dócil,//grácil,//viva...


(publicado por moriana no seu blogue
inspirado num poema de Eugénio de Andrade)

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Sempre inspirado, Jaime!!Beijos.

maré disse...

eu diria mais:

a beleza é um corpo que arrebata
as margens da alma



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que bom ter regressado