domingo, 6 de junho de 2010

demanda

O sossego da mansa luz,
a canção triste,
a noite da anunciação;
o silêncio,
a ráfia das memórias:
rente ao chão,
aquietam-se os sentidos,
secam-se os prantos;
as minhas mãos desenham
no sonho vigil,
um crespo soneto,
sisal de mim
tecido algures.
(inspirado num comentário
no blogue de marés
(fonte da imagem:

3 comentários:

Paula Raposo disse...

Muito belo poema!
Beijos.

maré disse...

senhora da noite
onde os meus sonhos acordam
senhora do mar
onde os meus olhos repousam
traz-me uma voz sábia de silêncio
e um tempo de certezas
para que as mãos teçam uma artéria de luz
no rosto dos tristes.

___

obrigada, de novo!
e um terno beijo

Nilson Barcelli disse...

Caro amigo, continuas a evoluir muito. Estás cada vez melhor a fazer poesia. Este poema já é muito bom.
Abraço.