quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

terra, ar, fogo, água


Enrolei o mar,

sob os braços;

as narinas imersas

no grito pulsante

da vaga

solta até à Lua.

Águas trémulas,

remoinhos pétreos,

sábios vazios.

(...)

Escalei a montanha,

estendi o mar sobre a relva;

desencontro de longas memórias.

Onde estavam tantos outros?

Para onde a púrpura do poente?

As águas esquecem as fúrias,

em oráculo se quedam...

(...)

Então,

ao leme da alma

ergui-me,

sorrindo à luz, ao calor, ao vento, à bruma

e fui, em passo de pastor,

fruindo a vida...


(inspirado num poema de blindness)
(foto retirada da internet)

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