quarta-feira, 26 de novembro de 2008

K

Finis


Não há eterno;

o infinito prometeu sua morte.

Já não vivemos,

as promessas

caíram em mãos indiferentes.

Já nem a tua voz

me leva à resposta.

As palavras doeram,

na ruína dos afrescos;

já não (h)ouve um coração;

estradas solidárias

não carregam o sol da manhã.

Fugi;

da minha boca vazou o silêncio;

meus pés julgam-se em atalhos,

em atalhos de bruma.

Não há fado,

sina,

o sempre.

Apenas uma luz fugaz,

entre dois palmos de fumo.

Etiquetas:

2 Comentários:

Blogger Graça Pires disse...

"da minha boca vazou o silêncio;
meus pés julgam-se em atalhos"
Um poema muito bom.
Beijos.

sexta-feira, 28 novembro, 2008  
Blogger Jaime A. disse...

Na era do barulho, o silêncio deveria ser "vazado" em doses monumentais...
Um bom feriado

segunda-feira, 01 dezembro, 2008  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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