domingo, 30 de novembro de 2008

Seaside Resort *****


Pombos aterram,
sobrando dos céus.
Não há ouro em areias,
ou limos vestais
para os acoitar.
Enterram as patas
em sobras,
quase expelidas.
Não vingam em dorsos,
já secos, gélidos.
Entre a quase morte
e um coração parando,
há um nada de poente.
Um mar cinza baço
força um adeus;
já as flores definhantes
se enrolam na noite lívida;
Um céu seco, escuro,
apaga aos soluços,
aquele “seaside resort”
que nunca nada excluiu…
(foto extraída da internet)

6 comentários:

Vieira Calado disse...

"...aterram,
sobrando dos céus"

Muito interessante.


Bom fim de semana

Jaime A. disse...

Bom fim de semana.
Grato por aparecer, ainda por cima tão tarde.

Graça Pires disse...

A cidade tem sempre pombos que nos perseguem sem darmos po isso... Bom poema.
Um abraço.

moriana disse...

e os temporais que roubam areias e devolvem rochedos.

Jaime A. disse...

Graça,

nem sempre os pombos são de paz...

Bom feriado

Jaime A. disse...

moriana:
os rochedos... faróis sobre as areias calcadas.
Bjs