terça-feira, 13 de janeiro de 2015

K

tempo


Talvez 
tenha passado um ano,
um dia, quem sabe?
O tempo é meu amigo 
ainda,
e nos restos,
nas sombras 
que um relógio 
projecta 
nas paredes
de um amanhecer 
há um entregosto,
uma maré de risos,
de gemidos também.
E por entre os ecos,
as vozes da madrugada,
sente-se o chocalhar
dos seixos que o tempo
se recusa a lembrar.

(foto do autor
obtida com telemóvel)

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2 Comentários:

Blogger Menina Marota disse...

Uma lufada de ar fresco no espanto dos dias que correm.

Gostei.

Um abraço e 2015

quarta-feira, 14 janeiro, 2015  
Blogger Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Gosto destes poema sempre tão límpidos! Parabéns por isso!

Um abraço

quinta-feira, 29 janeiro, 2015  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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