terça-feira, 13 de janeiro de 2015

tempo


Talvez 
tenha passado um ano,
um dia, quem sabe?
O tempo é meu amigo 
ainda,
e nos restos,
nas sombras 
que um relógio 
projecta 
nas paredes
de um amanhecer 
há um entregosto,
uma maré de risos,
de gemidos também.
E por entre os ecos,
as vozes da madrugada,
sente-se o chocalhar
dos seixos que o tempo
se recusa a lembrar.

(foto do autor
obtida com telemóvel)

2 comentários:

Menina Marota disse...

Uma lufada de ar fresco no espanto dos dias que correm.

Gostei.

Um abraço e 2015

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Gosto destes poema sempre tão límpidos! Parabéns por isso!

Um abraço