sábado, 13 de dezembro de 2014

Clero, Nobreza e 3º Estado

O dia acinzentou-se; assim, 
em modo de sol em fuga.
Nos telhados em suspenso,
a cidade ancorou-se
num silêncio 
quase militante.
O céu manteve a quietude,
um talvez jeito de Nobre
em seus aposentos púrpura,
encerrado em segredo.

Ninguém oficiava:
as velas,
os incensórios jaziam mortiços,
na frieza de um Clero em fuga.

O Povo 
fluía pelas ruas
com a certeza da necessidade 
do 
deve/haver.

O dia 
manteve-se acinzentado,
figurante humilde
de uma peça
sem estrelas.

(escrito às 15H20
de 9/10/14)

"Procura ter homens ricos
e pobres 
entre as tuas tropas,
não vá ser necessário
negociar a paz, para 
que todos saibam o seu Valor."
(Fala do General Hidetaka
ao seu Samurai Tadashi,
antes da Grande Aquietação)
(foto do autor,
obtida com telemóvel,
algures em Marvila 
num dia de Outono)



3 comentários:

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Deu-me prazer ler esta prosa.
Gostei muito, sim...

abraço

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Agradecendo a amizade durante o ano, e antecipando já 2015, desejo.lhe Boas Festas e um Santo Natal!

Abraço amigo

Nilson Barcelli disse...

Magnífico poema, gostei imenso.
Jaime, meu caro amigo, desejo-te um FELIZ ANO NOVO.
Extensivo à tua família e amigos.
Abraço.