quinta-feira, 18 de setembro de 2014

p/b





Neste rolo a preto e branco,
nesta roda,
neste claro-escuro,
vou passeando
os restos de mim
que foram sobrando 
pela estrada;
um riso aqui,
um suspiro além,
tudo é pertença do meu coração.
Ainda vejo a tua voz ao longe,
pressinto-te no sorriso 
que fizeste por perder 
entre as ervas daninhas:
a Lua, no entanto,
já nada quer connosco,
somos, pois, contrabandistas,
mercadores de sonhos
sem comprador...

(fonte da imagem: n/a)

1 comentário:

Graça Pires disse...

Mercador de sonhos pelos caminhos da vida...
Um belo poema, Jaime.
Beijo.