quinta-feira, 13 de novembro de 2014

K

Folha


Chegou o Outono,
o bosque adormece,
a vida já escorrega,

lenta,

pela modorra

dos castanho-avermelhados.
Na terra, outrora viva,
o sono enlaça
o pão que há-de chegar;
os pássaros que restam,
acompanham,
numa melodia silenciosa
esta paz,
suspensa para sua fruição,
seu deleite,
seu tranquilo alento.



E, sempre que o Sol se põe,
sempre que a terra o abraça,

os ramos, já despidos,

sorriem meigos,

àquela modorra 
a que o bosque
chama adormecer
e nós, simplesmente,
Outono.

("Nas tuas viagens
detém-te e desfruta.
A Natureza convida-te,
sê polido." 
Fala de Xenofonte
a Anacreonte, seu general)

(Foto do autor,
obtida com telemóvel
a partir de uma gravura)

Etiquetas:

4 Comentários:

Blogger luisa disse...

O outono é uma estação bonita, de cores e de cheiros. :)

quarta-feira, 19 novembro, 2014  
Blogger poesia de vieira calado disse...

Achei muito bem elaborado, o poema!

Um forte abraço!

sábado, 22 novembro, 2014  
Blogger Graça Pires disse...

Um belo poema ao outono.
Outono: quando os contrastes existem em todos os olhares...
Um beijo, Jaime

sábado, 22 novembro, 2014  
Blogger lis disse...

A brisa do outono passa aqui em tons de primavera.
Bonitos poemas.
abraços

* vejo daqui seu blog com problemas de ajuste_ basta entrar em layout/designer do modelo depois ajustar larguras _talvez consiga acertar_ depois clica em aplicar no blogue.
_desculpe intrometer_ se posso ajudar porque não? não é?
fica o abraço

sábado, 22 novembro, 2014  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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