quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Folha


Chegou o Outono,
o bosque adormece,
a vida já escorrega,

lenta,

pela modorra

dos castanho-avermelhados.
Na terra, outrora viva,
o sono enlaça
o pão que há-de chegar;
os pássaros que restam,
acompanham,
numa melodia silenciosa
esta paz,
suspensa para sua fruição,
seu deleite,
seu tranquilo alento.



E, sempre que o Sol se põe,
sempre que a terra o abraça,

os ramos, já despidos,

sorriem meigos,

àquela modorra 
a que o bosque
chama adormecer
e nós, simplesmente,
Outono.

("Nas tuas viagens
detém-te e desfruta.
A Natureza convida-te,
sê polido." 
Fala de Xenofonte
a Anacreonte, seu general)

(Foto do autor,
obtida com telemóvel
a partir de uma gravura)

4 comentários:

luisa disse...

O outono é uma estação bonita, de cores e de cheiros. :)

poesia de vieira calado disse...

Achei muito bem elaborado, o poema!

Um forte abraço!

Graça Pires disse...

Um belo poema ao outono.
Outono: quando os contrastes existem em todos os olhares...
Um beijo, Jaime

lis disse...

A brisa do outono passa aqui em tons de primavera.
Bonitos poemas.
abraços

* vejo daqui seu blog com problemas de ajuste_ basta entrar em layout/designer do modelo depois ajustar larguras _talvez consiga acertar_ depois clica em aplicar no blogue.
_desculpe intrometer_ se posso ajudar porque não? não é?
fica o abraço