quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

queda XVII

; talvez o silêncio fosse a tua hora; talvez já não tivesses mais ancoradouros e te aproximasses das gaivotas, navegador sem estrela; talvez, se te visse hoje, não acreditasse na tua voz, nos teus contos marejados: seria o vazio que me irias passar, nessa tua voz de regato; talvez te faças à vela e, na busca vã das aragens, vás resgatando a dor, a imensidão do claro-escuro, no dorso semi-esférico da noite;

(fonte da imagem:
http://dailyapple.blogspot.com/2010/)

3 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Eu prefiro pensar que esse escuro da noite nos leva a dor, ao invés de a resgatar. Ou então interpretei mal as tuas palavras, o que em mim é bastante possível.

Abraço!

Nilson Barcelli disse...

Passar o vazio a alguém é uma espécie de maldade...
Belíssimo texto, gostei.
Um abraço, caro amigo.

vieira calado disse...

Poesia!

Embora, pela forma, possa não parecer!

Saudações poéticas!