domingo, 18 de dezembro de 2011

K

entre

Fundo-me
no escuro,
no urgente 
suor cálido.
E nessa fusão,
cristaliza,
decompõe-se,
o resto das palavras
que me afogam
numa - quase - interfase
corpo-corpo, espelho-espelho,
em nula intersecção...

(fonte da imagem:

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1 Comentários:

Blogger Lídia Borges disse...

Um poema quase geométrico entre dois planos intocáveis, inseparáveis, contudo!...

Um beijo

L.B.

quarta-feira, 28 dezembro, 2011  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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