quinta-feira, 21 de julho de 2011

K
CONTRALUZ

Vejo-te por entre as sombras do ocaso:
hoje, as brumas deixam sonhar-te;
ao longo da arriba, 
vão-se enrolando as águas e a terra
e o teu pescoço cinzelando as marés;
é neste bocado do dia em que me estendo,
(as mãos sob o queixo)
na espera daquele ápice
em que o céu, o oceano e tu
se fundem 
numa lágrima triunfante,
num suspiro ostentoso,
num compasso magnifico,
Zaratustra 
e Strauss 
e Nietzsche
empoleirados
na mesma clave,
na mesma calote.
 Em contraluz,
em silêncio:
o justo salário
de quem espera
num sorriso 
(mal contido)
as lantejoulas
e outros brilhantes...

(falsos)


(imagem retirada de:
http://marciavilarinhoebook.blogspot.com/)

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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