terça-feira, 14 de junho de 2011

(...)


Vem!
Fala-me das palavras
que escreveste,
das luas que entretiveste
na obliquidade do teu colo.
Não te fiques
(olhos vazios no termo da espera),
não resgates as sílabas,
as vozes das palavras,
os signos;
vem,
simplesmente...
"Nos despojos da tua espera,
podes ter buscado o sentido
da cilada. Haverá dias, no
entanto, em que a solidão
te abençoará."
(Fala de Dioniso a Édipo)

(fonte da imagem:
http:/wikipedia.org/)

2 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Por acaso de vez em quando a solidão sabe bem. Então quando entro para uma reunião, lembro-me sempre dela...

Graça Pires disse...

"não resgates as sílabas,
as vozes das palavras,
os signos;
vem,
simplesmente..."
Um poema muito belo, Jaime.
Beijos.