terça-feira, 31 de maio de 2011

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Percorro linhas,
parágrafos,
e não encontro o meu nome,
aliás, 
nem encontro a minha referência
bibliográfica,
nem nas fichas em cartão doce mel,
nem nas bases de dados alfanuméricas 
e alfa-estáticas,
(sou vírgula zero,
pois...)
será sorte nem existir,
nem ser vislumbrado,
ser sem surgir,
nem ter acabado;
"Poderás inscrever o teu nome num poema,
e derramares-te todo nele,
mesmo assim serão sinais,
não sentimentos,
o que os outros começarão por decifrar."
(Fala de Dioniso a Horácio)

(fontes das imagens:

2 comentários:

Vieira Calado disse...

Esses moços da Antiguidade Clássica

sabiam muito...

e bem!


Forte abraço

Graça Pires disse...

Haverá na tua vida algum muro branco onde cada um de nós pode escrever o nome?
Achei belíssimo.
Um beijo, Jaime.