segunda-feira, 20 de junho de 2011

LINHA INFINITA

(...) e tudo me espanta:
o horizonte limitante,
as muitas águas,
o meu corpo cego, até,
a vaga agonia
de uma visão inacabada,
ainda...
regresso ao tempo finito,
ao resíduo desigual;
corpo ambulatório,
no retorno,
na promessa
consumando-se...
... lento

(a partir de um poema
de moriana, editado no seu
blogue moriana2)
(foto do autor obtida com
telemóvel:
cais das colunas-Lisboa)

2 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Pois a mim cada vez menos coisas me espantam, vou ficando insensível ao que me rodeia...

Abraço!

Graça Pires disse...

Quando o poeta se espanta nasce um belo poema, assim...
Beijos.