segunda-feira, 23 de maio de 2011

K

memória

Foge-me o tempo,
fogem-me as palavras,
o relógio adianta-me os livros:
fincam-se como alas petrificadas;
há um pó de tempo futuro,
mescla de desejo ou ânsia,
numa indagação resignada,
enforcando-se nos ponteiros,
caminhos de estreito infinito,
enquanto as capas,
as contracapas,
as lombadas,
me calcam numa cilada
arcaica,
em tropéis de excertos...  
(fontes das imagens:
e

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2 Comentários:

Blogger Lídia Borges disse...

Uma pressa de futuro a tiquetaquear nos relógios do presente.
E os livros... a confundirem "infinitos"

Um belo poema!

L.B.

terça-feira, 24 maio, 2011  
Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

para os livros nunca devia faltar-nos o tempo...

mas, enfim é uma realidade!

beij

sexta-feira, 27 maio, 2011  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue! Sopro Divino

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