sexta-feira, 6 de maio de 2011

frieza

No surto ondulante do efémero,
as madrugadas transportam em si
a dor do triunfo inútil,
da lança transviada,
do escudo tardio;












há no silêncio das estrelas,
na fria quietude do Todo,
um não-sei-quê
de veludo
sinistro,
que desvia
a flecha,
a espada,
o elmo...

(fonte da imagem:
http://www.goofbutton.com/)

1 comentário:

Graça Pires disse...

Um escuro tardio. O silêncio das estrelas. Um não sei quê de veludo sinistro... Tudo isto envolve o poema em palavras misteriosamente belas...
Um beijo.