quarta-feira, 4 de maio de 2011

K
devassa

Quando os penhascos me assombram,
quando as teias vivas me amordaçam,
quando os pontos cegos me assolam,
quando já as memórias doem e estacam,



então (os simples):
o funâmbulo,
o aramista,
a fera,



impelem-me
pela faiscante
labareda
que um Deus oculta,
como Se guarda
dos olhos, dos ouvidos,
dos que se não insinuam
no despojo da busca.



(fonte da imagem:
http://www.101fengshuiremedies.com/)

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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