terça-feira, 14 de dezembro de 2010

TEMPO

Agora é o tempo do pousio,
dos sonos longos e fartos;
é o tempo das neves,
dos frios soltos
em que me estendo;
há ramos gingando
ao sabor das fogueiras,
estalidos, pé ante pé;
espelham-se os dias sujos
nas poças encharcadas
ladeando a terra prenha;
suspeitam-se golfadas de ar
transviando as memórias,
pecúlios, farripas de sol;

[paz nos caminhos mornos
em dormição aninhados... ]

(fonte da imagem:
http://extinto.blogger.com.br)

1 comentário:

Graça Pires disse...

É o tempo de repensar o amor e a vida. É o tempo de amar a terra e a água. É o tempo de trazer para a poesia as poças de água onde chapinhávamos em criança...
Um beijo, Jaime.