domingo, 31 de outubro de 2010

limite

Que embaraço,
que tropeço,
que empeço,
esta palavra,
este empecilho,
este sujeito
sem predicados
sem modos
sem adjectivação!
Que termo sem fim,
que criatura
malina,
tão desacolhida,
tão áspera sem definição,
tão só,
cativante,
absorvente.
Interesseira,
nem se define,
ou se descreve.
É apenas 

"eu"

(fonte da imagem:

2 comentários:

Graça Pires disse...

Somos o que somos e a escrita que vamos fazendo revela-nos muito mais do que pensamos. De que ausência se vestem os desejos na dimensão ilimitada das lembranças?
Um beijo, Jaime.

Nilson Barcelli disse...

Mas o "eu" é o que de mais importante existe nesta vida...

Caro amigo, bom resto de semana.

Abraço.