segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

soneto em forma de...

As lágrimas de meu corpo,
escalam, gulosamente,
as teias que armaste
em torno da minha alegria.


Talvez haja ainda o prazer
da festa que me subtraíste,
entre trejeitos e balões,
ritmos há muito aprendidos.


Hoje regressei.
Subi os meus degraus,
acheguei-me.


Sorrisos, mulher?
Esgueiraste-me os passos,
em jeitos de fim do mundo...













(fonte da imagem:
http://mysuitabledream.blogspot.com/)

4 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Há teias assim... onde os sorrisos dão lugar às lágrimas.
Belíssimo poema, caro amigo.
Boa semana, abraço.

Vieira Calado disse...

Amigo!

A forma pouco importa.

O que é importante é o conteúdo.

E esse é valioso!

Um abraço

Graça Pires disse...

Soneto de um amor magoado, este.
Muito belo.
Um beijo.

arroba disse...

Gostei de o ler -:) Parabéns!