terça-feira, 23 de novembro de 2010

triunfo

Já soava a madrugada,
entre suspiros é certo,
e tudo era uma imensidade de gotas
esvaindo-se sobre a campa
dos esquecidos;
a paz fora breve,
entre suspiros é certo,
num alvorecer confiante,
tão puro no seu rir;
então acreditou-se:
houve mesas de alegria,
campanários refulgentes,
pinotes, risadas,
entre suspiros é certo,
mas numa crença;
fugiram, então, os caminhos,
já nada era de ninguém:
as braçadas de pão,
as toalhas da fé e do conduto
voaram pró esconjuro,
mas,
entre suspiros é certo,
haverá Um 

(um só)

que, empunhando a madrugada,
e o furor do tempo e do riso,
nos trará de volta
as mesas de alegria,
os campanários refulgentes,
os pinotes, as risadas,
as braçadas de pão
e as toalhas da fé e do conduto!

(fonte da imagem:

1 comentário:

Graça Pires disse...

Oxalá! Entre suspiros é certo, aqui está um belo poema, Jaime.
Um beijo.