terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

K

hoje!

Ameaçaram de morte a nação.
Toldaram as frontes da fé.
Jogaram os sonhos nas águas*.
Ergueram punhais em brinde.
Cruzaram os punhos ignaros.
Ofertaram o nosso sangue.
Ontem.
(...)
Hoje, esqueço o esquecimento;
hoje, trago as flores mudas,
os braços soltos;
hoje, nos meus pulsos, 
as cores jazem em regressos,
latejam de vida,
tintas, embriagadas.
Hoje,
[quem sabe amanhã?],
virá a onda
e, na vibração rasteira, o 
*sonho já liberto,
fulgor pretérito perfeito,
presente indicativo,
futuro incondicional!*

(fonte da imagem:

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1 Comentários:

Blogger maré disse...

a eterna condição de sermos mar

e despojo de barcos
de infinitivas rotas


_____

um beijo

domingo, 14 fevereiro, 2010  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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