terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

hoje!

Ameaçaram de morte a nação.
Toldaram as frontes da fé.
Jogaram os sonhos nas águas*.
Ergueram punhais em brinde.
Cruzaram os punhos ignaros.
Ofertaram o nosso sangue.
Ontem.
(...)
Hoje, esqueço o esquecimento;
hoje, trago as flores mudas,
os braços soltos;
hoje, nos meus pulsos, 
as cores jazem em regressos,
latejam de vida,
tintas, embriagadas.
Hoje,
[quem sabe amanhã?],
virá a onda
e, na vibração rasteira, o 
*sonho já liberto,
fulgor pretérito perfeito,
presente indicativo,
futuro incondicional!*

(fonte da imagem:

1 comentário:

maré disse...

a eterna condição de sermos mar

e despojo de barcos
de infinitivas rotas


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um beijo