terça-feira, 12 de janeiro de 2010

K

terra








Pelos campos crestados,
vítimas doces da charrua,
rogavam bênçãos,
velhos pastores d'outrora.


No diluído entardecer,
entre as argolas do poço,
no retalho da horta,
cerziam-se as letras, as palavras,
dispersas pelos tempos.


No marulhar da charrua,
na braseira já finada,
teciam altivas,
as planuras moças,
tão secas,
frugais.

5 Comentários:

Blogger *********Janaina********** disse...

estive aqui a ler suas poesias.
gosto muito. ;)

quinta-feira, 14 janeiro, 2010  
Blogger Graça Pires disse...

Quando não há palavras capazes de acabar com a secura nos sulcos da terra, ainda nos restam as palavras da esperança, já tão breve,de reacendermos a luz fatigada das manhãs nos trilhos da chuva.
Um belo e ecológico poema.
Beijos.

quinta-feira, 14 janeiro, 2010  
Blogger Nilson Barcelli disse...

Belo poema.
Gostei da estrutura e das imagens poéticas.
Caro amigo, bom resto de semana.
Abraço

quinta-feira, 14 janeiro, 2010  
Blogger maré disse...

o meu sorriso é triste e doce

pode a tristeza ser uma dor doce?

_____


hoje, quando o tempo é um lamento
nas sobras do vento

um beijo Jaime

sexta-feira, 15 janeiro, 2010  
Blogger moriana disse...

e, no entanto, a chuva não pára...
:)
bjs.

sábado, 16 janeiro, 2010  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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