terça-feira, 12 de janeiro de 2010

terra








Pelos campos crestados,
vítimas doces da charrua,
rogavam bênçãos,
velhos pastores d'outrora.


No diluído entardecer,
entre as argolas do poço,
no retalho da horta,
cerziam-se as letras, as palavras,
dispersas pelos tempos.


No marulhar da charrua,
na braseira já finada,
teciam altivas,
as planuras moças,
tão secas,
frugais.

5 comentários:

*********Janaina********** disse...

estive aqui a ler suas poesias.
gosto muito. ;)

Graça Pires disse...

Quando não há palavras capazes de acabar com a secura nos sulcos da terra, ainda nos restam as palavras da esperança, já tão breve,de reacendermos a luz fatigada das manhãs nos trilhos da chuva.
Um belo e ecológico poema.
Beijos.

Nilson Barcelli disse...

Belo poema.
Gostei da estrutura e das imagens poéticas.
Caro amigo, bom resto de semana.
Abraço

maré disse...

o meu sorriso é triste e doce

pode a tristeza ser uma dor doce?

_____


hoje, quando o tempo é um lamento
nas sobras do vento

um beijo Jaime

moriana disse...

e, no entanto, a chuva não pára...
:)
bjs.