quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

K

ar

Vês tu?
É o vento que se acerca,
o sobressalto.
Traz consigo,
nos bolsos do poema,
dois, talvez três,
risos escusos.
Não vês o pardo areal
brilhando louco na gesta
mais do que esquecida,
desprezada? 
Não vês o vento,
o espanto,
a dor ressaltada?
Não vês os olhos baços,
presos nas esquinas das águas?
Não vês?
Por favor!
Não vês?
(...)
Não.
A tua voz ressalta,
quase canta,
mas teus olhos
fecham-se à matiz dourada
do tempo de agora...

(imagem retirada da net
Auguste Renoir:
"Rajada de vento")

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3 Comentários:

Blogger Nilson Barcelli disse...

Gostei do teu poema, caro amigo.
A tua escrita continua a evoluir pela positiva.
Bom resto de semana.
Abraço.

quinta-feira, 28 janeiro, 2010  
Blogger maré disse...

olha-me!

sou um mar cruzado

na memória de naufrágios

rasto perdido de navios muito

antigos, choro de marinheiros.

olha

o vento nos ombros.

o escombro na pele.

por favor, olha-me...

não, há uma luz que emana das águas

e me cega

____

um sorriso de luz, como rota.

segunda-feira, 01 fevereiro, 2010  
Blogger Jaime A. disse...

Não posso deixar de "comentar este teu comentário", marés. Há uma força que emana, as imagens tão "gráficas"... Gostei mesmo muito!

terça-feira, 02 fevereiro, 2010  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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