sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

armada...

Abriguei a frota nos céus marejados
e nas nuvens inquietas;
e houve marés,
e ventanias;
e houve bonanças
e meigas vozes;
e houve um tempo
e momices de cavername,
e uma boca sublime,
nas palavras rangentes,
ruidosas, pálidas,
no doce coalhar,
leitoso,
das águas,
fluidas, 
cerrando-se!










(imagem retirada da net)

3 comentários:

Paula Raposo disse...

Gostei. Como sempre.
Beijos de bom ano, Jaime.

Nilson Barcelli disse...

Bom poema, gostei.
Caro amigo, ando com imensa falta de tempo. Mas, ainda que um pouco tarde, não poderia deixar de passar por aqui para te desejar um excelente 2010.
Abraço.

maré disse...

a memória da voz

tangente

de luas.

corrente

de maré

insubmissa.


_______ deixo um beijo Jaime, nocturno no movimento irregular das marés