Dizer um poema é orar; todos os poetas são abençoados por Deus. (adapt. de Rosa Lobato de Faria)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
K
algoz
Supremo algoz. Autêntico, aquele sangue debruado na sua gola. Sussurrava-se uma velha fábula, sobre um límpido, casto senhor, que perdera o querer, por mor duma paixão, uma paixão solta. Hoje, florescia a ausência, o nada. Renascer assim um homem? Nunca! Singular criatura, singulares mãos, singular consciência a dele… (deriva a vida à sua vista), já nem sequer suspira… Novo suplício , nova morte embrulhada entre paredes.
(…)
E se houvesse um salsifré,
ainda mais escaganifobético
este poema se tornaria!...
(10º Jogo das Palavras in Eremitério, um excelente exercício e do qual se sente muita falta) (imagem retirada da net, ilustração de Paulo Araújo)
"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."
Naguib Mahfouz, romancista egípcio, na mensagem que enviou, em 1988, à Academia Real Sueca a agradecer o Prémio Nobel da Literatura, o único a ser atribuído até à data, a um escritor árabe
(cit. em "Dicionário do Islão", Margarida Lopes, ed. Notícias)
1 Comentários:
Gostei de te ler, mais uma vez!
É verdade, muita falta do jogo do Eremita...beijinhos.
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