terça-feira, 15 de setembro de 2009

poesia

Dou-te os passos da maresia, encontras os caminhos de agora
em algas circunscritas na direcção do teu olhar;
as águas sorriem aos teus trejeitos
de potra;
a Lua não te traz alentos
ou desesperos;
são brisas que resfolegam
peito acima
brotando pelos teus olhos
marejados de espanto;
já eras esposa, mãe,
amiga
abrigo, cabana,
lar,
tornas-te agora também
poesia.

(imagem retirada da net)

3 comentários:

Silvana Bronze disse...

que lindo! Quisera eu ser poesia!
De metáforas bem profundas...

Nilson Barcelli disse...

Escreveste um magnífico poema.
Gostei imenso da forma e do conteúdo.
Abraço.

Paula Raposo disse...

Belíssimos poema e imagem! Beijos.