quinta-feira, 10 de setembro de 2009

K

urzes

Entro pelos caminhos da noite,
os uivos, os gritos, as vagas
não me ofendem;
escorre-me a solidão
por entre os dedos vadios,
os tornozelos vacilam
entre as urzes
empurradas por brisas
desconhecidas, medonhas.
O meu retiro é uma caverna
tão esquecida quanto eu,
onde se engalfinham pensamentos
de outrora,
tão altivos, tão soezes.
Já não sei o regresso,
ele também não me sabe.
Estes pedaços de terra,
amanhados pelo tempo,
recrutados pela aurora,
deslizam sussurantes
desvanecendo os clarões
dóceis,
da pura antemanhã.
(imagem retirada da net)

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2 Comentários:

Blogger Graça Pires disse...

Tento soltar ao vento cada angústia que me fere o pensamento...
Um belo poema o seu. Um poema de solidão e de nostalgia.
Gostei muito. Um abraço.

quinta-feira, 10 setembro, 2009  
Blogger Paula Raposo disse...

Uma antemanhã lindíssima! Beijos.

sexta-feira, 11 setembro, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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