sábado, 12 de setembro de 2009

Sou de uma cidade

Sou de uma cidade plena,
e aberta à luz espraiada
que a beija, sorri e acena
e a encontra sempre estremunhada.

Sou de uma cidade à janela,
velha bisbilhoteira enrugada
que, sentando-se, se sente nela
abrindo-lhe os braços de madrugada.

Sou de uma cidade do sol
que a desperta sorrindo
e a quem se dá lento e mole.

Sou desta cidade que soa
a Ulisses e ao Pégaso que voa
que exclama sempre "Bem-vindo!",
sou desta cidade e chamo-lhe Lisboa!

(imagem retirada da net)
(em 29/08/1997 às 3H00)

1 comentário:

maré disse...

sou daqui, deste templo pombalino,
desta cascata de vento como se fora asa de garça
sou a terra e a memória, um gemer de tão baixinho
que gera um cãos de emoção, em quem nela os caminhos traça.