terça-feira, 25 de agosto de 2009

vagas












Das brumas da minha tarde
volvi aos pássaros
a pique.
O ares estavam secos,
as juras tinham morrido,
infectas,
repousando,
quais estátuas jacentes,
nas lajes de poemas
já comidos pelo tempo.
Ao fundo,
dois castiçais amortecidos
pelas brisas derramadas
em fugas pendentes;
memórias puídas,
que vagos murmúrios
empedravam
no esquecimento da tua pele...

(imagem retirada da net)

6 comentários:

Paula Raposo disse...

Muito belo poema, Jaime!! Beijos.

maré disse...

a voz dorida do esquecimento

e ainda a luz

repousando
sobre as estátuas

_____

muito belo jaime

um beijo

Lídia Borges disse...

Muito bonito, este poema.
Gosto da força das palavras.
"memórias puídas,
que vagos murmúrios
empedravam
no esquecimento da tua pele..."
Uma distância sofrida.

Um beijo

Graça Pires disse...

Os pássaros vão e voltam. Aninham-se no poema e no olhar de quem ama.
Um abraço.

silvana disse...

Esse foi teu primeiro poema que li.
A impressão que me passou foi um tanto paradoxa porque mesmo que traga uma certa angústia, parece uma angustica acalmada.
Abraços, Poeta.

~pi disse...

já vi peles feitas pedra

bonito porém,

plenas de dureza,






~