terça-feira, 25 de agosto de 2009

K

vagas












Das brumas da minha tarde
volvi aos pássaros
a pique.
O ares estavam secos,
as juras tinham morrido,
infectas,
repousando,
quais estátuas jacentes,
nas lajes de poemas
já comidos pelo tempo.
Ao fundo,
dois castiçais amortecidos
pelas brisas derramadas
em fugas pendentes;
memórias puídas,
que vagos murmúrios
empedravam
no esquecimento da tua pele...

(imagem retirada da net)

Etiquetas:

6 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Muito belo poema, Jaime!! Beijos.

terça-feira, 25 agosto, 2009  
Blogger maré disse...

a voz dorida do esquecimento

e ainda a luz

repousando
sobre as estátuas

_____

muito belo jaime

um beijo

quarta-feira, 26 agosto, 2009  
Blogger Lídia Borges disse...

Muito bonito, este poema.
Gosto da força das palavras.
"memórias puídas,
que vagos murmúrios
empedravam
no esquecimento da tua pele..."
Uma distância sofrida.

Um beijo

quarta-feira, 26 agosto, 2009  
Blogger Graça Pires disse...

Os pássaros vão e voltam. Aninham-se no poema e no olhar de quem ama.
Um abraço.

quinta-feira, 27 agosto, 2009  
Blogger silvana disse...

Esse foi teu primeiro poema que li.
A impressão que me passou foi um tanto paradoxa porque mesmo que traga uma certa angústia, parece uma angustica acalmada.
Abraços, Poeta.

sexta-feira, 28 agosto, 2009  
Blogger ~pi disse...

já vi peles feitas pedra

bonito porém,

plenas de dureza,






~

terça-feira, 01 setembro, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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