quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Pido a mis dioses o a la suma del tiempo
que mis días merezcan el olvido,
que mi nombre sea Nadie como el de Ulises,
pero que algún verso perdure
en la noche propicia a la memoria
o en las mañanas de los hombres.
(Jorge Luis Borges: A un poeta sajón)

Sim, que meus caminhos,
esquecidos,
aquém dos luares
feéricos,
já nem minhas pisadas,
suspiros, olhares
ou sorrisos mostrem;
que nem os ares perfumados,
as maçarocas,
o perfume dos lilases,
a sombra das tílias
tragam nas suas memórias
rasgos ou traços de mim;
no entanto,
se algo perdurar,
que seja um verso,
uma estrofe,
uma palavra afoita
serpenteando
alma acima,
num prazer descalço,
quase pueril...

(imagem retirada da net)


2 comentários:

Lídia Borges disse...

Jorge Luis Borges, sempre uma excelente escolha.
Do seu poema... Só posso dizer que gostei muito.
Todas as palavras ocupam o lugar certo no despertar das emoções.

Paula Raposo disse...

Uma maravilha!! Adorei. Beijos.