terça-feira, 18 de agosto de 2009

K

miséria


... parecia estar nas brisas,

nos caminhos

debruados a ouro

que aquele Outono

forçava

por aquele Novembro esquecido.

Parecia quase flutuar

impelida para o que ainda nem era seu.

Sempre!

Sempre o seu sentido,

a sua harmonia viscosa.

Não se lhe adivinhavam os passos,

mas estava lá,

gélida...

em vagas de espanto,

- memória ferida,

dos campos de além-mar .

Arrastava as ondas,

os sentires,

as luas até,

em silvos de Estio,

conta-corrente

da nossa miséria...
(imagem retirada da net: pormenor do quadro de
Francisco Metrass "Só Deus")

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2 Comentários:

Blogger Paula Raposo disse...

Belo! Muito. Beijos.

quarta-feira, 19 agosto, 2009  
Blogger Nilson Barcelli disse...

Mais um magnífico poema caro amigo.
Gostei imenso.
Abraço.

quarta-feira, 19 agosto, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue! Sopro Divino

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