terça-feira, 18 de agosto de 2009

miséria


... parecia estar nas brisas,

nos caminhos

debruados a ouro

que aquele Outono

forçava

por aquele Novembro esquecido.

Parecia quase flutuar

impelida para o que ainda nem era seu.

Sempre!

Sempre o seu sentido,

a sua harmonia viscosa.

Não se lhe adivinhavam os passos,

mas estava lá,

gélida...

em vagas de espanto,

- memória ferida,

dos campos de além-mar .

Arrastava as ondas,

os sentires,

as luas até,

em silvos de Estio,

conta-corrente

da nossa miséria...
(imagem retirada da net: pormenor do quadro de
Francisco Metrass "Só Deus")

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Belo! Muito. Beijos.

Nilson Barcelli disse...

Mais um magnífico poema caro amigo.
Gostei imenso.
Abraço.