quarta-feira, 12 de agosto de 2009

sonhos à beira-mar


Sorri ao vento
nas suas longitudes,
tão longe estava
que nem o trote
dos corcéis
animava os restos
de sonhos arcaicos
que o assombravam;
marchavam velhos jograis,
pantominas
a cinza,
por mor do luto;
já nem se ouviam as sereias
ou marinheiros gregos;
afinal de quem eram os mares,
os rios,
as águas nascentes,
morrendo nas praias?
(imagem retirada da net: Manet, "Ninfa surpreendida")

2 comentários:

maré disse...

eram dos sonhos!

mas o mar cresce nos olhos
na voz que se ouve

de dentro
por dentro

deixo-lhe um beijo Jaime

à porta do mar

Jaime A. disse...

o mar cresce sempre,
não sabemos os seus caminhos,
sentimo-lo, no entanto.
Outro para si, maré.