sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

transcrição (...)


"Sou a gaivota

que derrota

todo o mar tempo no mar alto

eu sou o homem que transporta

a maré povo em sobressalto"

(José Carlos Ary dos Santos in As letras das canções)


Trepei ao poente,
trouxe o meu povo.
Êxodo letárgico,
a busca do sorriso.
Lentas,
gaivotas deslizantes,
em rotas de golfinho.
Inquieto, aquele povo-gente,
mirava um susto de mar irado.
Lobriguei caminhos,
atalhos de fuga.
Alguém quis ciciar uma oração;
o tempo fora longo, dorido,
assim a prece.
Longe, a fúria dos donos das vidas.
Agora, podíamos estacar ali pra sempre.
Mas a revolta fora nossa,
partiríamos menos amarrados,
mais nós!
Assim seria,
entre vagas,
entre medos,
entre tanto!!
(foto extraída da net)

2 comentários:

Graça Pires disse...

Um poema como uma prece...
Beijos.

Jaime A. disse...

Deus não (talvez nem tarde...).
Grato pela visita.
Beijos