terça-feira, 6 de janeiro de 2009

K

(...) vi-te há 2 mil anos em Anticetera


O tempo não te conhece,

enfuna-se no nada,

e, no vazio, segue uma pluma

de dourados futuros.

Queria que me visse,

e que te apagasse de ti

e que me arrebatasse também.

Para onde?

Afagados no seu bafo presente,

talvez espíritos dalgum Natal,

talvez coisa nenhuma.

Será o oco cântico

que nos velará,

do passado até nunca?



(a partir dum poema de blindness)
(imagem retirada da net)

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4 Comentários:

Blogger Vieira Calado disse...

Olá, amigo!

Obrigado por ter assinado o meu Livro de Visitas e deixado algo mais.

Agora...
não sei se aprenderá muito comigo, porque você, pelo que li,
é bom poeta.
Mas, concedo, poderá aprender porque sempre se aprende...
assim como,
espero aprender consigo.

Um abraço

terça-feira, 06 janeiro, 2009  
Blogger Jaime A. disse...

Bem-haja pelas suas palavras.
É sempre bem aparecido.
Um abraço.

terça-feira, 06 janeiro, 2009  
Blogger Graça Pires disse...

"Será o oco cântico
que nos velará,
do passado até nunca?"
Será?
Um belo poema.
Um abraço.

quarta-feira, 07 janeiro, 2009  
Blogger Jaime A. disse...

Não o sei, Graça. Penso que as palavras não definem, não apontam, apenas nos fazem sentir. Será pouco?

quinta-feira, 08 janeiro, 2009  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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