quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

regresso/ida





...de regresso a um ponto,

sem coragem;

um amargor desperto,

que nem reacendeu,

sequer,

memórias agonizantes.

Caminhou,

deixando traços no pó.

Afastava-se aquela figura adelgaçada,

partindo sem a ousadia

(do regresso).

Sim, o arrebatado

(algures)

já não reacende.

As amendoeiras, essas,

carregavam a sombrados seus passos,

um ponto entre bagos de pó,

afunilado por um Sol baço

quase esquecido...


(inspirado num poema de moriana)


(imagem retirada da net)

4 comentários:

janaina (blue stars) disse...

Adooooro seu blog. Em cada post me surpreendo. Seus poemas são lindos. Abraços

Jaime A. disse...

Que dizer a não ser que agradeço a sua gentileza? Afinal, não escrevemos apenas nós, não é verdade?

Apareça! É sempre bem-vinda.

moriana disse...

sol invernoso, decerto :)

(não totalmente esquecido - "quase")

bjs.

Jaime A. disse...

O que escrevo tende a ser "invernoso" :) Será para será "enterrado comigo"?

Beijos