terça-feira, 13 de janeiro de 2009

melífluos desvarios

o mel...

o mel foi sendo esquivado:

galgou ombros,

risonho, abraçou o pescoço,


subiu boca acima,


sorveu-se pela língua


(casta...),


aliou-se às lágrimas


(secas de tantos rostos enegrecidos).



(...)



A palavra,



encrespava-se num rio,




sem margem,




sem destino.




Um só nome brisava, amável,




numa candura




filha dum poente,




brilhando-lhe as costas,




ombros,




uma boca silente,




empalada em virginal anseio.



(inspirado num poema de moriana)

(imagem retirada da net)



4 comentários:

moriana disse...

rosmaninho, o mel de rosmaninho. Sabor acre, doçura ficando no canto da boca.

:)

bj.

Jaime A. disse...

é nos opostos que mora o sabor...

Bjs.

Fenix disse...

Lindo...
O texto,
A dualidade...
Dos sentidos...

Jaime A. disse...

Temos tantas dualidades a cruzarem-se connosco...
Vá aparecendo.