domingo, 7 de dezembro de 2008

K

in aqua


Sobre a urze silvestre, ao subir da montanha,

Uma gota de orvalho, em manhã de esplendores,

Lucitremia ao Sol numa teia de aranha,

como um prisma em que a Luz se decompunha

[em cores.

(Gota de água, António Feijó, in Sol de Inverno)


Beijei tuas folhas trémulas,

naquela manhã

de Sol caótico,

madrugador,

em que se tremia,

em veredas invisíveis,

em que a montanha estava para lá

do dizível.

Mirei um reflexo teu,

urze silvestre,

o orvalho baço escalava-te,

abraçando a aranha,

em trémulos beijos,

quase virginais.

Invejei-te,

pelo Sol,

[que]
me mirava desdenhoso,

pelo teu orvalho mudo,

pelas aranhas

tuas companheiras de vida em luzes cálidas e díspares.
(imagem retirada da internet)

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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